quinta-feira, 2 de junho de 2011

Lesão Difusa ou Lesão Focal?

As duas lesões, focais e difusas geralmente coexistem no mesmo indivíduo.

Em determinadas situações, algumas delas podem predominar. A predominância de um destes tipos de lesão passa então a caracterizar o quadro clínico.

Portanto, a heterogeneidade é a marca do traumatismo craniencefálico.

O traumatismo craniencefálico é um processo dinâmico que provoca alterações funcionais e estruturais em virtualmente todos elementos do encéfalo, podendo continuar por muitos anos após o evento traumático.


Os achados patológicos podem ser decorrentes de lesões primárias ou secundárias e também de lesões focais ou difusas. As primárias ou secundárias estão relacionadas ao momento do impacto. As focais ou difusas se referem a distribuição das lesões estruturais no encéfalo.


A lesão primária é consequência do traumatismo inicial direto das estruturas encefálicas decorrentes de forças mecânicas afetando o tecido nervoso.


A lesão secundária se refere a uma cascata de processos celulares e moleculares iniciados pela lesão primária. Também consiste da lesão do tecido nervoso pela hipoglicemia, hipotensão, hipertermia e hipoxia, além do aumento da pressão intracraniana que como evento final provoca isquemia encefálica.


As lesões focais consistem de hematomas subdurais, epidurais e intraparenquimatosos, além das contusões.


As lesões difusas estão amplamente distribuidas pelas estruturas encefálicas acometendo axônios e vasos podendo provocar isquemia e tumefação cerebral.


A lesão axonial é a consequência mais comum do traumatismo craniencefálico difuso.

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